terça-feira, 28 de junho de 2016

Este blogue termina aqui. Obrigado a todos!



      Caros leitores,

     Como alguns de vós devem ter percebido, tenho sido alvo de uma série de ataques absolutamente desproporcionados por parte de um canalha radicado em Macau. Até recentemente, os ataques cingiam-se à minha identidade de blogueiro, Afonso de Portugal, o que não me incomodava em absoluto: nunca me dei sequer ao trabalho de lhe responder.

Porém, nos últimos dias, o canalha em causa decidiu espalhar a mentira de que eu o blogueiro Caturo somos a mesma pessoa. Como "provas", enunciou uma série de "semelhanças linguísticas", referiu elogios trocados entre mim e o Caturo no passado e até uma página de Facebook cuja autoria o canalha me atribui, apesar de eu nunca ter usado o Facebook em toda a minha vida.

Esta situação não constituiria de todo um problema, não fosse pelo facto de a verdadeira identidade do blogueiro Caturo ser conhecida pelo público. Ou seja: eu escrevo, o Caturo sofre as consequências por mim. Sendo que neste caso sofre mesmo, não no mundo virtual, mas no mundo real. Evidentemente, eu só poderia ficar satisfeito com esta situação se fosse um psicopata.

Como não sou um psicopata e considero o Caturo um amigo, só vejo duas soluções possíveis: (1) divulgar a minha verdadeira identidade ao mundo, o que está fora de questão; (2) deixar de actualizar o TU, para garantir que o Caturo não é mais responsabilizado pelo que eu escrevo. Opto por esta última.

Aos nacionalistas que estiverem apostados em criar blogues ou contas em redes sociais, peço que aprendam com o meu erro: quem quiser manter-se anónimo na internet, tem de certificar-se primeiro que não tem amigos cuja identidade é conhecida; os covardes usá-los-ão contra vocês.

Gostaria de deixar o meu sincero agradecimento a todos os que foram passando por aqui ao longo dos três anos e meio que o TU durou, em especial àqueles que deixaram os seus comentários e que interagiram comigo de forma continuada. Eu vou continuar online, assim como este blogue. Mas não haverá novos postais.

Saudações Nacionalistas!

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Paul Joseph Watson e Stefan Molyneux falam acerca do pós-Brexit


   Duas lendas-vivas da direita alternativa anglófona, o britânico Paul Joseph Watson (PJW) e o canadiano Stefan Molyneux (SM) gravaram este vídeo no dia que se seguiu ao Brexit.



Alguma partes "giras" do vídeo:
  • 4m22s PJW: «Hoje, em Londres, temos milhares de esquerdistas e de anarquistas a protestar a favor do status quo, a favor dos banqueiros, a favor das grandes corporações. Eles estão nas ruas a protestar o voto democrático das pessoas britânicas. Só mesmo autênticos fascistas protestariam assim contra uma votação democrática! Estas pessoas são escumalha absoluta, estão a agredir as pessoas que envergam roupas com a bandeira do Reino Unido e não conseguem aceitar o facto de que perderam!»
  • 6m29s SF: «Para mim, uma das lições mais difíceis das últimas décadas e sobretudo dos últimos anos é o reconhecimento fundamental de que nós vivemos num mundo de tribos, de nações. E este evento histórico continuado de querer misturar à viva força toda a gente numa massa gigante que, de alguma forma vai funcionar na perfeição, não parece funcionar. Não funcionou não funcionou na Babilónia, não funcionou no Império Romano, não funcionou no Império de Alexandre, o Grande... e agora, também não está a funcionar na UE!»

Mitos dos defensores do Bremain


Mito #1: os jovens votaram massivamente a favor do Bremain


Percentagem obtida pelo Bremain na faixa etária 18-24 anos: 75%
Percentagem de participação eleitoral na faixa etária 18-24 anos: 36%
Percentagem real de votos obtidos pelo Bremain na faixa etária 18-24 anos: 27%

Moral da história: pouco mais de 1/4 do jovens britânicos votaram a favor do Bremain. A maioria (quase 3/4) não votou pelo Bremain.

"Votar para quê? Eles são todos iguais, pá!"

Mito #2: a principal razão pela qual as pessoa votaram no Brexit foi a imigração


Respostas à pergunta «Qual foi a sua principal razão para optar pelo Brexit?»

Resultados segunda a agência ComRes: Soberania: 53%   Imigração: 34%
Resultados segunda a agência Ashcroft: Soberania: 49%   Imigração: 33%

Moral da história: a maioria das pessoas que optaram pelo Brexit fê-lo por razões de soberania.

 
 Os apoitantes do Brexit, segundo os eurocratas.

Mito #3: a repetição do referendo levaria à inversão do resultado


Votantes do Brexit que lamentam a sua escolha: 7% (1,1 milhões)
Votantes do Bremain que lamentam a sua escolha: 0,4% (700 mil)

Variação de votantes para o Brexit: -400 mil.

Resultados do Brexit com a variação: 17 410 742 - 400 000 = 17 010 742 votos.
Resultados do Bremain com a variação:16 141 241 + 400 000 = 16 541 241 votos.

Moral da história: a repetição do referendo daria novamente a vitória ao Brexit.


Mito #4: a maiora dos escoceses optou pelo Bremain


Percentagem de votantes escoceses que optaram pelo Bremain: 62%
Percentagem de  escoceses que foi votar: 67%
Percentagem de escoceses que votou Bremain: 42%

Moral da história: nem metade dos escoceses votou a favor do Bremain. A maioria dos escoceses não votou a favor do Bremain.

 Braveheart versão Brexit ou "seremos livres numa prisão"!

O Brexit é o maior mandato democrático de sempre do Reino Unido


      Em 1997, o Tony Blair obteve 13,5 milhões de votos; o John Major tinha obtido 14 milhões em 1992. No referendo sobre a reforma eleitoral do Reino Unido, em 2011, o sistema de voto alternativo foi rejeitado por 16 milhões de eleitores britânicos; a permanência do Reino Unido na CEE tinha sido aprovada por 17,4 milhões em 1975. O traidor dimiesco David Camarão obteve 10,7 milhões de votos no seu primeiro mandato e 11,3 milhões em 2015.


O Brexit, porém, foi aprovado por 17,4 milhões de britânicos.
 
Este é o maior mandato democrático da história da Grã-Bretanha. Mas, não obstante, a alta finança, o grande capital, as corporações multinacionais e as instituiçõs que os representam, com a corrupta Comissão Europeia no topo, estão a dizer em uníssono: «Não, vocês não podem ter este referendo!»

Ainda sobre a vossa selecção...


    Aqui fica um curioso cartoon que fui buscar ao jornal barcelonista Sport:

sábado, 25 de junho de 2016

O PNR reage ao Brexit, saudando a coragem do povo britânico e pedindo o Pexit!


Da página oficial do único partido português, o Partido Nacional Renovador (PNR):

«O referendo no Reino Unido ditou a vitória do BREXIT. Os patriotas portugueses saúdam a coragem do povo britânico, que soube lutar contra a campanha orquestrada pelos chantagistas eurocratas, pela comunicação social engajada e pelos interesses do capital apátrida. 

Foi uma vitória do nacionalismo, uma vitória daqueles que estão contra a política de portas-escancaradas, a política da imigração descontrolada e o totalitarismo de Bruxelas.




Foi a vitória da liberdade contra a opressão. Foi a vitória dos que se sentem encurralados pela injustiça. Foi a vitória dos trabalhadores, dos que vivem nos pequenos centros urbanos, dos pequenos e médios empresários, em que prevalece o sentido de identidade e comunidade, contra os grandes centros urbanos, no qual impera o politicamente correcto, a força da imigração, dos britânicos feitos na secretaria, os privilegiados, instalados e os de estilo cobarde e avesso a mudanças. 

A UE federalista começa a desmoronar-se e a dar lugar a uma Europa de Pátrias que saberá «dar os passos» de cooperação e união.

Portugal precisa de tirar ilações deste referendo e perceber que «os ventos de mudança abrem janelas» de oportunidade que têm de ser aproveitadas. É tempo de convocarmos um igual: um “Pexit”. 

Contra as ameaças e os “miguéis de Vasconcelos” que espalham a política do medo, temos de bramir os nossos argumentos. Esta UE tem os dias contados e como tal é preciso prepararmos o futuro.

A cada dia que passa, o buraco em que nos afunda é maior e mais profundo, pelo que os sacrifícios que possamos fazer hoje, serão incomensuráveis maiores com o decorrer do tempo, correndo o risco da situação se tornar irreversível e amanhã sermos uma colónia de algum dos países, que hoje fingem ser «nossos amigos».

Tal como os britânicos, é tempo de dizer basta! Não queremos continuar a ser federados por Bruxelas! Vamos reconquistar a nossa soberania e a nossa liberdade!»

Marine Le Pen (FN), Geert Wilders (PVV) e Matteo Salvini (LN) reagem ao Brexit prometendo lutar por referendos semelhantes nos seus países


Donald Trump (que previu o Brexit), reage à saída do Reino Unido da UE


«O candidato republicano à Casa Branca, Donald Trump, afirmou que o resultado do referendo britânico é "uma coisa fantástica" e que finalmente o Reino Unido "tomou de novo as rédeas ao seu país".


O milionário, que se encontra na Escócia para a inauguração de um campo de ténis, reagia assim aos resultados do referendo em que o Reino Unido escolheu abandonar a União Europeia.

Antes da votação, Trump já tinha afirmado que era a favor do 'Brexit'. O candidato republicano chegou mesmo a trocar insultos com o primeiro-ministro britânico David Cameron, que se veio a demitir na sequência dos resultados do referendo

Comentário do blogueiro: pois é... Trump é "um bronco" e "não tem qualidades para ser presidente", mas o "moderado" Camarão já lerpou! Para além de todos os "presidenciáveis" que Trump deixou pelo caminho na corrida pela nomeação do Partido Republicano! Desconfio que o magnata de Nova Iorque ainda vai fazer mais vítimas durante as próximas semanas...

Pretogal: arrogância sem limites!


«Se me disserem que seremos campeões só com empates, assino já por baixo. Portugal empatou três vezes, mas, sinceramente, é preciso olhar com olhos de ver. Fomos melhores que a Islândia, muito melhores que a Áustria e melhores que a Hungria. Não vencemos por circunstâncias do jogo. Estamos nos oitavos-de-final e agora só queremos é vencer».

As palavras são do seleccionador pretoguês Fernando Santinho, que deve estar a precisar de um bom par de óculos, porque o que ele diz não é verdade. A Islândia podia ter perfeitamente ter vencido. A Áustria foi inferior, mas não foi "muito inferior" e o empate não choca. E a Hungria também podia perfeitamente ter vencido o jogo.

 ...E ainda dizem que as mãos do Trump são pequenas!

Esta falta de humildade crónica é de longe o maior de todos os problemas do futebol pretoguês: confunde-se posse de bola, número de passes e número de remates com superioridade! Utilizam-se chavões obsoletos como "qualidade técnica" ou "talentos individuais" para estabelecer critérios de excelência. Só que o futebol é um jogo de equipa, não é uma feira de vaidades.

No Euro 2004, a Grécia venceu Portugal (na altura ainda não era Pretogal, apesar do Costinha, do Miguel e do Jorge Andrade) duas vezes em nossa casa e sagrou-se campeã. E nessas duas vezes, a Grécia bateu Portugal da mesma forma: organização defensiva exemplar e rigor táctico inflexível. De nada serviu a "qualidade técnica" ou os "talentos individuais" do Deco, do Ronaldo, do Ricardo Carvalho no seu auge, do Figo e do Rui Costa. E de nada serviu o facto de a Grécia ter deixado pelo caminho a Espanha, a França e a República Checa, selecções que nos tinham eliminado em europeus anteriores. Fomos para aquela final arrogantes, prepotentes, como se aquilo já estivesse ganho. Depois perdemos, naturalmente! E o pior de tudo, revelámos não ter aprendido nada com o a derrota do jogo de abertura, perdemos exactamente da mesma forma! Mas ainda hoje há quem ache que merecíamos ter vencido o Euro 2004, porque sim, porque "éramos melhores"...

Eu não gosto do Joachim Löw, o seleccionador alemão conhecido por tirar ranhocas do seu nariz ao vivo durante os jogos da sua Alemanha, para depois as limpar a um jogador adversário que tenha o azar de se cruzar com ele. Mas em tempos, o cromo disse uma coisa absolutamente certeira acerca da "nossa" selecção: «Portugal forma jogadores, não forma homens.»

No futebol nunca há certezas, mas a minha previsão para amanhã é que a Croácia vai deixar Pretogal pelo caminho.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Três vídeos que vale a pena ver (22): reacções ao Brexit dos nossos youtubers favoritos!


     Ainda estava a esfregar os meus olhos todo contente, incrédulo com aquela que poderá muito bem ser a maior vitória alcançada pelo nacionalismo democrático na nossa geração, quando reparei que três dos meus youtubers favoritos já reagiram! Qui bêlêzá, cárá!

1. Paul Joseph Watson - «Brexit: o alvorecer de uma revolta populista». Embora eu lamente profundamente o emprego desta palavra, "populista", devido à conotação desonesta que as elites "bem-pensantes" lhe atribuíram, o Sr. Watson usa-a num contexto aceitável, o da referência estrita àquilo que é do povo. E avisa: «preparem-se, porque luta está apenas a começar.» Já houve até alguém que lançou uma petição para realizar um novo referendo! O Sr. Watson mostra-nos ainda algumas reacções da escumalha universalista lá do sítio... são ainda piores do que aquelas que vos mostrei no postal anterior!




2. Black Pigeon Speaks (BPS) - «Brexit: O que aconteceu? O que vem a seguir?». Mais um belíssimo vídeo do grande BPS, que hoje até começa de uma forma muito humilde, a dar o crédito devido a Nigel Farage (UKIP) pelos seus 20 anos de luta contra a tirania da UE. Depois, o BPS aponta o óbvio: o que se está a passar com os níveis de desemprego nos países do Sul da Europa devia constituir prova suficiente do desastre que é a UE. A partir daí, o BPS traça uma série de cenários possíveis para o futuro do Reino Unido e da Europa.




3. Sargão da Acádia - «A Grã-Bretanha escolheu a Liberdade ao Medo». E para terminar, um desabafo do Sargão da Acádia sobre a falta de argumentos e apelos ao medo por parte dos derrotados. É realmente notável que uma retórica tão vazia de conteúdo, por parte dos eurocratas, tenha conseguido convencer tanta gente. Felizmente, a maioria dos britânicos não se deixou enganar! Rule, Britannia!