terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Omar El-Hussein era "um bom tipo", dizem "jovens" na Dinamarca


«Em Mjolnerparken, onde vivia Omar El-Hussein [o autor dos recentes atentados de Copenhaga], os jovens recusam ver o presumível autor dos ataques de Copenhaga como um terrorista, mas como um "bom tipo".

"Ele só fez uma má escolha, eu não o vejo como um terrorista", afirmou um jovem, camuflado num grande casaco, tal como os seus amigos. Reunidos em frente dos pequenos blocos de apartamentos de habitação social que compõem Mjolnerparken, aqueles jovens discutem Omar El-Hussein. Sem nomes nem fotografias, não querem ser identificados.

O jovem dinamarquês de origem palestiniana, de 22 anos, é suspeito de ser o autor dos ataques de Sábado em Copenhaga, que provocaram dois mortos e cinco feridos. Omar El-Hussein acabou abatido pela polícia a poucos metros do bairro onde morava.»

 Omar El-Hussein, "um bom rapaz" que, muito estranhamente, deu em jihadista.

«Mjolnerparken, conhecido pela sua alta taxa de criminalidade num país bastante tranquilo, é um conjunto de casas de tijolos escuros e quatro andares onde vivem duas mil pessoas, 86 por cento das quais de origem estrangeira. 

"É verdade que há delinquentes, mas não é centro do crime", reconheceu um outro jovem, proveniente da Somália. Questionado sobre Omar El-Hussein, fala dele como um rapaz sociável, que "tinha muitos amigos".

"Eu tratava-o por meu amigo. Era um bom tipo", disse, salientando que não o viam desde que saiu da prisão em finais de Janeiro, e que os acontecimentos surpreenderam a todos: "Ninguém consegue explicar". Mas, recusam comparações com o que se passou em França. 

"Em França, eles tinham um plano. Ele agiu impulsivamente. Eu não sei o que aconteceu para ele perder a cabeça, mas sei que ele não tinha um plano", afirmou um dos jovens. Quando anoiteceu, os quatro jovens retiram as flores colocadas junto ao edifício onde Omar morreu, escondendo-as num canto escuro. "Eramos seus irmãos, seus amigos, nós somos de Mjolnerparken", explicou um outro jovem, sem se distanciar das ações de Omar. 

 "Era um bom homem. Ele não era um terrorista. Os terroristas são a Dinamarca, os Estados Unidos, Israel", disse, continuando a retirar as flores. É que, explicaram, as flores não são conforme as práticas do Islão.»

Comentário do blogueiro: sempre a mesma insistência hipócrita, por parte dos mé(r)dia, em chamar "jovens" à escumalha imigrante! E reparem no pormenor: o bairro de Mjolnerparken é "conhecido pela sua alta taxa de criminalidade num país bastante tranquilo"... e verifica-se a curiosa "coincidência" de, precisamente nesse bairro, 86% das pessoas serem de origem estrangeira!

Mas pronto, ele era "um bom rapaz"... aliás, serão certamente todos "bons rapazes" naquele bairro,   um bocado como naquele filme de mafiosos dos anos 90, o "Tudo Bons Rapazes"! Eeer... eu disse mafiosos? Peço desculpa, eu quis dizer vítimas oprimidas! Porque os maus, os terroristas são mesmo a Dinamarca, os EUA e Israel!

Curiosamente, há certos "nazionalistas" que também pensam como estes "bons rapazes": se não houvesse EUA e Israel seria tudo um sonho, teríamos o Paraíso na Terra! E depois ficam muito admirados quando descobrem que ninguém quer votar neles... é a manipulação sionista, pá!

2 comentários:

João disse...

Os media marxistas enojam, são traidores ao máximo, cúmplices da canalha política que nos desgoverna. Os muçulmanos, mais uma vez, mostram o que são. Manifestações de moderados, onde estão? ao contrário, sobram elogios para o assassino. Há muçulmanos sérios? há, o general al-Sisi, que decretou sete dias de luto pelos cristãos egípcios assassinados e que há dias, em Al-Azhar, exprimiu claramente a necessidade de o islão mudar - esperemos que não lhe suceda o mesmo que ao presidente Sadat. Quanto aos nazionalistas, nada a esperar. São anti-muçulmanos por conveniência. Na realidade, não lhes repugnam alianças, como nos anos setenta e oitenta, quando os neonazis alemães recebiam palestinianos, em nome da luta anti-sionista. E têm sempre a nostalgia da divisão Handschar e dos elogios do pai Hitler ao islão.

Afonso de Portugal disse...

Disseste tudo, meu caro. Às vezes dou comigo bastante desanimado aos constatar a impossibilidade de se construir um movimento Nacionalista viável no nosso país. A esmagadora maioria da população, as elites e os mé(r)dia são de esquerda. O pouco que sobra ou pertence a uma "direitinha" politicamente correcta, que apoia os homossexuais, o aborto e a imigração, ou pertence à atrasadice do "nazionalismo" que tem os judeus como centro do mundo e não consegue ver mais nada. Não há meio termo.

Dificilmente poderemos ter em Portugal uma FN ou um PVV. Desconfio que nem mesmo um UKIP, até porque não há, em toda a direita portuguesa, um político com o carisma e eloquência do Nigel Farage. Nem sequer o Portas no seu auge, que já passou.