domingo, 6 de agosto de 2017

E em França, continua a dança (9)...


    A notícia que se segue é bastante interessante porque ilustra a forma como a classe pulhítica europeia faz promessas e anuncia medidas que, logo à partida, estão condenadas ao fracasso. Isto é aquilo a que nós portugueses chamamos "atirar areia para os olhos das pessoas". Mas os franceses votaram nisto, portanto...


«O Governo francês vai criar 3500 lugares adicionais em centros de acolhimento para imigrantes no próximo ano e simultaneamente endurecer a política para distinguir entre refugiados e imigrantes por razões económicas.»

Faço notar que, até agora, todas as promessas deste género deram em nada. A esmagadora maioria dos "refugiados" que têm chegado à Europa não são sírios, são maioritariamente homens africanos em idade militar.


«O ministro do Interior, Gérard Collomb, anunciou numa entrevista publicada este domingo Soles pelo semanário Le Journal du Dimanche que se agilizarão os trâmites administrativos para devolver os imigrantes sem documentos aos países de origem dos mesmos. Do mesmo modo, está a ser preparado um projecto de lei para reduzir em seis meses o processo de exame dos candidatos à obtenção de estatuto de exilado político.

Gérard Collomb: as fronhas vão mudando, mas a merda globalista é sempre a mesma!

«"A nossa política deve sempre conciliar eficácia e generosidade", assegurou Collomb na entrevista, durante a qual anunciou que desde o início do ano foram contabilizados 17867 tentativas de imigrantes de cruzar o Canal da Mancha em direcção ao Reino Unido a partir do porto de Calais ou através do Eurotúnel, infiltrados em camiões.

O próprio Collomb anunciou esta semana que serão criados dois centros de acolhimento de imigrantes perto de Calais, mas sublinhou que os mesmos estarão "longe" daquela cidade e da de Dunquerque para evitar que se repita a concentração pessoas sem documentos que ocorreu na denominada "selva de Calais", desmantelada em outubro passado.»

Isto também deve resultar, ó se deve! "Desta vez não vamos pôr os gajos todos em Calais, pá, vamos antes pô-los ali ao lado, que é para ver se eles não se juntam todos outra vez!"... Qual é o problema com este "raciocínio"? Os imigrantes que estavam concentrados em Calais tinham vindo um pouco de toda a França, não tinham sido colocados lá por alguém! 


«O ministro referiu-se também aos planos do presidente francês, Emmanuel Macron, de abrir centros de identificação de refugiados na Líbia, algo que "actualmente não se pode contemplar, tendo em conta a situação do país".

"É preciso deter todas as rotas de tráfico de seres humanos que atravessam especialmente o Níger, depois a Líbia e depois cruzam o Mediterrâneo até Itália", afirmou Collomb, que destacou o trabalho das autoridades do Níger nesse sentido

Mais demagogia: sabemos que quando são cortadas as rotas de imigração num determinado país, os imigrantes passam a atravessar o Mediterrâneo a partir de outro país. Não acredito que os governantes franceses não saibam isto! A única forma de travar a imigração é adoptar a solução australiana e deportar automaticamente todos os imigrantes ilegais que cheguem à Europa por mar. Qualquer outra "solução" é um engodo político, porque enquanto os imigrantes forem recompensados por atravessarem o Mediterrâneo -recompensados com a sua entrada efectiva na Europa- não haverá forma de dissuadir outros imigrantes de fazerem o mesmo!


«Em relação ao regresso dos combatentes 'jihadistas' franceses a partir da Síria e do Iraque, o ministro sublinhou que foram identificados 217 adultos e 54 menores, que são alvo de um "tratamento judicial sistemático" pelo Ministério Público e em muitos casos estão na prisão.

Collomb explicou que o número de sinalizados por radicalismo em França "não para de aumentar" e cifra-se actualmente em mais de 18500 pessoas.»

Mas como é que o "radicalismo" em França não há-de aumentar, se os "radicais"  surgem sobretudo entre os descendentes dos imigrantes, os "franceses" de segunda e terceira gerações?...

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